Ibovespa sobe com esperança de vacina e fecha acima de 104 mil pontos

Ibovespa sobe com esperança de vacina e fecha acima de 104 mil pontos

Resultados de testes de vacina experimental desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford animam investidores

A bolsa brasileira iniciou a semana em alta, com as esperanças renovadas sobre o fim da pandemia. Desta vez, o que motivou o bom humor dos investidores foi o resultados publicado na revista científica The Lancet sobre os testes da potencial vacina que vem sendo desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. O Ibovespa, principal índice de ações, avançou 1,49% e encerrou em 104.426,37 pontos, próximo da máxima intradia de 104.438,48 pontos – o maior patamar já alcançado desde o início da pandemia, declarada em 11 de março pela OMS.

“O mercado espera que uma vacina possibilite uma retomada econômica mais rápida, reduzindo o risco de reaberturas”, comentou Bruno Lima, analista de renda variável da Exame Research.

De acordo com a publicação, a potencial vacina é segura e eficiente. Embora tenha efeitos colaterais, como febre e dores cabeça, eles podem ser atenuados com doses de paracetalmol. A potencial vacina já está na terceira – e última – fase de testes. Há a expectativa de que até setembro, a vacina já esteja pronta para ser produzida em massa. Outra vacina experimental que tem mostrado sucesso em testes é a desenvolvida pela Pfizer em parceria com a a BioNTech. Nesta segunda, foram divulgados dados adicionais que mostram que ela também é segura e apresenta imunidade contra a Covid-19.

Outro fator que anima os investidores é a possível aprovação de um fundo para a recuperação econômica da Europa, que vem sendo discutido por líderes da União Europeia. A princípio, seria de 750 bilhões de euros, mas segundo agências de notícias outras propostas foram colocadas na mesa, mas ainda sem definição. Mas, mesmo que o valor do estímulo seja reduzido é possível que o mercado aceite de bom grado. Pela manhã, quando a expectativa era de um acordo de 390 bilhões de euros, as bolsas europeias chegaram a reagir positivamente assim como o euro. “O mercado não recebeu a informação de forma ruim”, comentou Lima.

FONTE: EXAME.

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