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Rafael Nadal e Roger Federer

US Open será primeiro Grand Slam sem Federer e Nadal em 21 anos

Desde 1999 que um major não contava com a presença de nenhum dos dois astros

O tamanho de Roger Federer e Rafael Nadal para o tênis mundial pode ser medido por diferentes fatores, sejam eles títulos de Grand Slam – o suíço tem 20 e o espanhol, 19 – ou por algo mais abstrato, como o carisma de ambos e a adoração dos fãs. Um novo dado, no entanto, surgiu no cenário atual para ilustrar o quanto a presença dos dois se tornou tão marcante no circuito ao longo do tempo.

Pela primeira vez em 21 anos um torneio de Grand Slam não contará com a presença de nenhum dos dois ao mesmo tempo. Por razões diferentes, Federer e Nadal não vão disputar a edição deste ano do US Open, fato inédito no século XXI. Em processo de recuperação de uma cirurgia, o suíço já havia avisado que retornaria às competições apenas em 2021. Atual campeão do torneio, o espanhol anunciou na terça-feira que não defenderia seu título porque não viajaria aos Estados Unidos por causa da pandemia do novo coronavírus.

A última vez que isso aconteceu foi em 1999, também no Aberto dos Estados Unidos. Na época, aos 17 anos, Federer ainda estava no início de sua caminhada no circuito profissional e não participou da chave principal do torneio, enquanto Nadal tinha apenas 13 anos e foi disputar sua primeira partida profissional apenas em 2001.

Naquele ano, Federer havia disputado outros dois Grand Slams, Roland Garros e Wimbledon, para os quais ganhara convites. Mas não passou da estreia em nenhum dos dois, perdendo para o tcheco Jiri Novak em Paris e para o australiano Patrick Rafter na grama sagrada do major britânico.

Para se ter uma ideia do que significa a ausência de Federer e Nadal em Flushing Meadows, além deles e de Novak Djokovic, apenas outros quatro jogadores levantaram o troféu do US Open desde 2004. São eles: Juan Martin del Potro (2009), Andy Murray (2012), Marin Cilic (2014) e Stan Wawrinka (2016). Mesmo assim, Nadal minimizou a sua ausência. “Continua a ser um grande torneio e um grande título. Não sou arrogante ao ponto de dizer que o US Open deixa de ser importante apenas porque eu não vou. Apesar das baixas, quem ganhar terá a sensação de ganhar um Grand Slam”, disse ele.

Após o cancelamento do Masters 1000 de Madri devido à crise de saúde causada pela covid-19, o foco de Nadal passa a ser Roland Garros, que está agendado para começar em 27 de setembro. “Confio que vai acontecer. Estou me preparando para isso, mas temos de esperar para ver o que acontece, como as coisas evoluem, porque parece que a situação piorou um pouco nas últimas semanas. A minha intenção é estar lá, se as condições permitirem”, falou Rafa, que no ano passado conquistou seu 12º título do Grand Slam francês.

FONTE: BAND.

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