Falta de licença de exportação da Índia atrasa o envio de vacinas

Falta de licença de exportação da Índia atrasa o envio de vacinas

Consórcio Covax, que manda doses a cerca de 200 países, informou que despachos previstos para março e abril foram comprometidos

A entrega de vacinas contra a covid aos países mais pobres, por meio do consórcio Covax, vai sofrer um atraso devido à falta de licença de exportação da Índia, anunciou nesta quinta-feira (25) a Aliança de Vacinas Gavi, organização que dirige o programa internacional ao lado da OMS (Organização Mundial da Saúde) e da Cepi (Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias).

Os suprimentos “vão atrasar pela falta de licenças de exportação para doses adicionais de vacinas […] fabricadas pelo Serum Institute da Índia, que deveriam ser enviadas em março e abril”, informou a Aliança Gavi, que dirige o programa Covax para distribuir os fármacos aos países com menos recursos.

Os atrasos na concessão de novas licenças de exportação “se devem […] ao aumento da demanda de vacinas” na Índia, que precisa enfrentar o atraso na vacinação e o aumento dos contágios.

“Mas o Covax está negociando com o governo indiano para garantir que as entregas aconteçam o mais rápido possível”, completou a entidade.

O consórcio internacional Covax deseja distribuir este ano doses a 20% da população de quase 200 países e territórios, e inclui um mecanismo de financiamento para ajudar 92 países desfavorecidos. O Brasil é um desses países que receberão os imunizantes do consórcio.

Segundo um acordo estabelecido entre o Gavi e o Serum Institute, o laboratório deve fornecere ao Covax doses da vacina AstraZeneca/Oxford (fabricadas na Índia) para 64 países pobres, em troca de apoio financeiro para estimular as capacidades de produção do centro indiano, informou o porta-voz do Gavi.

Primeira remessa no Brasil

A primeira remessa de vacinas contra a covid-19 do consórcio Covax/Facility chegou no domingo (21), no Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo. O Brasil recebeu 1.022.400 de doses do imunizante Oxford, produzidos pelo laboratório SK Bioscience, da Coreia do Sul.

A expectativa do Ministério da Saúde é que até o final de março cheguem mais 1,9 milhão de vacinas, da mesma farmacêutica. O cronograma inicial prevê que o País receberá mais 6,1 milhões de doses de Oxford até o fim do mês de maio.

O contrato brasileiro completo com o Covax Facility, aliança global com 191 países liderados pela OMS, indica a compra de 42,5 milhões de imunizantes até o final de 2021.

FONTE: R7.COM

Deixe uma resposta